Tentando tapar o sol com a peneira [Ficção e Realidade]

Muitas vezes encontramos algo em comum ao ler um livro…O caso relatado aqui é sobre a narrativa Inferno, de Dan Brown.

Não sei vocês, mas eu não consigo odiar Sienna Brooks. Para quem não leu ainda, acalmem-se, vou explicar. Porém há spoilers sobre o enredo.
Aqui será comparado um personagem com alguém existente. A metáfora  entre a ficção e a realidade.  A personagem, Sienna, era diferente das demais pessoas e isso a fazia se sentir isolada entre os outros. Obviamente, tal coisa causou-lhe uma depressão profunda. Perdeu a vontade de realizar tarefas antes consideradas prazerosas e era difícil concluir até mesmo o mais simples dos objetivos. Sienna foi então ao psicólogo e este lhe deu uma solução: “É fisicamente impossível para o cérebro humano não pensar em nada. A alma anseia por emoção e está sempre em busca de combustível, bom ou ruim, para essa emoção. O seu problema é que você está abastecendo sua mente com o combustível errado.”

E assim fez. A partir daquele dia, tudo o que fazia em sua vida era pensando no próximo. A garota não passava despercebida ao tentar ajudar outros, mas aquilo que a fazia diferente deles, sim. Por um tempo, ela era igual à maioria… Mas não adiantou, mesmo tentando se esconder, algo a fazia ser notada.

Mesmo sendo uma personagem, Sienna existe na vida real. Conheço alguém que passou por problemas psicológicos, não possuía alto estima e tinha medo de ser notada. Sentia um vazio cada vez maior si, como se faltasse algo. Quando percebeu que não  dava mais para deixar a escuridão da depressão tomar conta de si, procurou uma solução e esta foi quase a mesma de Sienna: ela mudou o foco de sua preocupação. Encarregada de ajudar os mais próximos de si, essa pessoa se empenhou em fazer outros rirem ao seu lado, muitas vezes usando a si mesma como alvo das piadas. Sua auto estima foi aparecendo conforme via-se rodeada de amigos e se aceitava como era. Mas todo plano possui furos e às vezes este parecia uma peneira tentando tapar o sol. Por sorte, ela possui uma criatividade que a ajuda a esconder esses furos, mas deixando alguns, pois sem um pouco de luz que provêm deles, a escuridão da depressão chega devastadoramente e a engole.

Essa pessoa que sofreu antes de encontrar soluções era uma garota. Sempre que quero encontrá-la, olho-me no espelho, mas ela nunca está lá. Não mais.

– Dlieri.

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